A nossa primeira captura de um enxame em Lisboa correu estrada até à zona de Torres Vedras. Uma experiência e pêras para quem não tinha experiência quase nenhuma!
O enxame decidiu fazer casa num respiradouro de uma antiga chaminé numa vivenda em Algés onde está sediado o Centro Português de Atividades Subaquáticas (CPAS) e que aqui em casa bem conhecemos. Mas era arriscada a convivência e a proximidade com casas pelo que tomámos como certo o desafio de retirar de lá o enxame.
Começámos os preparativos uns dias antes com o aluguer de uma carrinha de caixa fechada já que o enxame iria passear de Lisboa até bem perto de Torres e não queríamos surpresas. No dia, um escadote alto, um arnês de segurança, lanternas, material necessário e…um aspirador de abelhas (que muito jeito já nos tem dado!)
Todo o processo levou o seu tempo, mais ainda sendo que não tinhamos memória anterior! Muito mel escorrido a dificultar a tarefa mas ao fim de algumas horas lá conseguimos ter o enxame na caixa. Era um enxame grande!
Já a noite ia longa e a viagem terminou em Torres, de madrugada, com as primeiras residentes do local a ocupar o espaço. À volta há árvores de fruto (pomares), muitas flores, eucaliptos. Ficariam bem.
Ficáram numa caixa pintada – foi a primeira e última! – e um par de dias depois voltámos para avaliar o estado.
Foi a nossa primeira colmeia neste apiário! A número 1 de sempre nesta morada. A caixa já está mais bonita – de madeira tratada com óleo de linhaça, como deve ser! e fica bem mais bonita.
Entretanto também este apiário conquistou a sua própria dinâmica como se todo o apiário fosse um só corpo. Está lá uma meia dúzia de caixas. Já foram mais, mas havemos de recontar esta história.

